Dicas e Curiosidades

  • Curiosidades
    Você sabia?
    • Os dentes naturais (principalmente entre os jovens) possuem uma fluorescência muito ativa? E que nos ambientes "carregados" propositalmente de luz ultravioleta (luz negra) essa fluorescência é mais notada
    • No início das transmissões da televisão, era comum vermos uma "moça linda" com uma "falha" dentária? Isso era devido aos focos de luz incidentes com uma dose de luz ultravioleta. E por causa de uma prótese sem pigmento fluorescente, ela, então se "apagava". Isso hoje não acontece mais, pois todas as resinas destinadas a dentes artificiais ou coroas e pontes já contêm pigmentos fluorescentes.
    • Uma reação exotérmica de uma resina de rápida chega a mais de 100º centígrados? É por isso que surgem as bolhas, se não forem contidas por pressão e dispersão do calor. Já imaginou a queimação do palato em um reembasamento direto?!
  • Uma aula sobre acrílicos
    Uma aula sobre acrílicos

    Nessa aula, usaremos uma linguagem comum à classe protética.

    Vamos falar sobre o "líquido" e o "pó" acrílico, materiais que vocês usam muito e cuja origem nem todos conhecem, nem sabem como são fabricados. 


    LÍQUIDO ACRÍLICO (monômero de metil metacrilato) é um produto composto de acetona, ácido cianídrico e álcool metílico. Parece simples, não?! Existe desde antes da guerra de 39, mas sua produção só se iniciou no Brasil após 1973, em Aratu (Bahia), no complexo petroquímico da Metacril.

    O líquido acrílico exposto ao calor e à luz tende a endurecer (polimerizar). Para evitar a polimerização e poder estocá-lo, adiciona-se um inibidor, que pode ser Hidroquinona, Metil Éter de Hidroquinona ou Topanol.

    Para evitar o efeito da luz e do calor, o líquido acrílico deve ser embalado em frascos na cor âmbar e guardado em local arejado. O produto é inflamável, portanto o líquido acrílico deve ser embalado longe das chamas!

    Se eliminarmos o inibidor e adicionarmos um catalisador, ele "endurecerá" mais depressa e, assim, obteremos blocos ou placas de grande translucidez.

    No ramo odontológico existem diversas aplicações e, para cada uma, existe um "preparo" diferente. Para usá-lo com uma resina de "lenta" para uma prótese, deve haver certa porcentagem de inibidor. Quando

    se quer mais resistência, é colocado como "aditivo" um agente "Cross- Linker", que melhora a resistência aos solventes e alguma coisa em relação aos desgastes (pena que a gente mastiga mais do que bebe solventes, não?!)

    Para usá-lo com uma resina de rápida (autopolimerizante), é adicionado um reagente.


    PÓ ACRÍLICO (polímero de metil-metacrilato), ou resina acrílica, é proveniente do "líquido acrílico" que, por um processo de polimerização por suspensão, se transforma em "pó".

    Essa transformação se faz com auxílio de reatores, em que é colocado o "líquido acrílico" previamente preparado - por meio de agitação e calor, ele se polimeriza. Separado por uma centrífuga do meio auxiliar, o "pó" é secado em estufas e peneirado em granulações apropriadas para as diversas aplicações a que se destina.

    Há uma grande variedade de preparos do líquido acrílico para se obter resinas acrílicas com características diferentes:

    Quando se polimeriza um só monômero, obtêm-se um homopolímero e se for com dois ou mais monômeros, teremos um copolímero.

    O polímero é estável dimensionalmente. O agente catalisador (iniciador da polimerização) é um peróxido de benzoila, conforme sua concentração obtemos resina "lenta" ou "rápida". 

    Variando os componentes desenvolvemos os diversos tipos de polímeros:

    Nossos termo-polimerizantes: Clássico e Onda-Cryl para próteses totais ou parciais e Policor para caracterização de próteses.

    Nossos auto-polimerizantes: Jet para consertos e reembasamentos; Clas-Mold para moldeiras individuais e placa base; Orto Clas para ortodontia; Cop-Clas para copings de fundições; Dencôr e Dencôr Lay para obturações, coroas e facetas (podem ser usados também como termo-polimerizante). 

    Cada fabricante faz "segredo" do que usa e de como produz as suas resinas, atribuindo a elas essa ou aquela vantagem. A boa qualidade de uma resina acrílica está, sobretudo, na qualidade do monômero empregado, no controle da polimerização e no uso de aditivos e de pigmentos apropriados.

    A coloração de uma resina pode-se fazer "integrada" (na polimerização dentro do reator) ou por adição posterior. O emprego de um bom pigmento conserva a cor original das peças.


    PÓ e LÍQUIDO: Já vimos que o pó provem do líquido. Agora os 2 tem que trabalhar juntos, em dosagens apropriadas para cada aplicação.

    CUIDADOS: Utilize os copos dosadores, misturadores e espátulas (encontrados em nosso Kit-Peças) sempre limpos, assim como suas mãos. As manchas de nicotina dos seus dedos também mancham as resinas; como vê, cigarro faz mal para tudo.

    Os monômeros são de toxidade baixa, mas devem ser trabalhados em locais ventilados e pouco manipulados.

  • Utilização da resina Clássico Termo Polimerizável
    Método de utilização da resina Clássico termo polimerizável

    A proporção entre monômero e polímero deve ser criteriosa, pois o excesso de líquido provocará maior contração e bolhas. Usando resina termo polimerizável (Clássico), a proporção deve ser de 1 parte de líquido para 3 partes de pó (exatamente como indicado no copo dosador, que acompanha a embalagem do líquido).

    1. Coloque no pote misturador a porção do líquido (monômero) e despeje sobre ele a porção do pó (polímero);
    2. Espatule por alguns segundos e tampe o pote misturador;
    3. Quando a massa estiver na fase plástica, ou seja, quando ao manipular puxando em dois pedaços, rompe-se sem aparecer fios, entulhe as cavidades empurrando com os dedos protegidos com uma folhinha de plástico;
    4. Com a folhinha colocada acima da massa entulhada, leve a mufla fechada sob uma prensa;
    5. Vagarosamente, vá fazendo a pressão e notando que vai aparecendo o excesso da massa nas bordas da mufla. (É necessário que sempre haja excesso).
    6. Abra novamente a mufla e retire a rebarba voltando a prensar agora sem a folha plástica;
    7. Tranque a mufla e leve para a polimerização.

    Polimerização

    1. A polimerização se inicia com água fria (a mufla não deve ficar em contato direto com a panela).
    2. Inicie com fogo brando por 1/2 hora;
    3. Desligue por 1/2 hora e ligue novamente para alcançar a fervura;
    4. Mantenha a fervura por, no mínimo, 1 hora;
    5. Deixe esfriar lentamente, pois o resfriamento rápido provoca tensões que podem acarretar distorções e fraturas;
    6. Uma vez demuflada a prótese, segue-se o acabamento e polimento mecânico.

    (Nota: O polimento químico não é indicado para próteses definitivas. Ele provoca rachaduras minúsculas na superfície, visíveis com lupa, que vão provocar um envelhecimento precoce).

  • Uso do Onda-Cryl
    "Entrando na era do forno microondas"

    Conheça seu forno microondas (FMO):

    1. Leia o manual de seu FMO, afinal você precisa conhecê-lo para programar;
    2. Potência: seu manual indica a potência máxima de 800, 1000 ou mais watts. Qualquer um serve, mas é importante saber qual é o seu;
    3. Como funciona o FMO? Ele contém um dispositivo eletrônico (magnetron) que transforma a energia elétrica em micro-ondas. As mesmas atuam sobre qualquer substância úmida, provocando uma agitação crescente das suas moléculas que produzem calor;
    4. Alerta: É inconveniente o uso de recipientes metálicos dentro do micro-ondas. As microondas não os penetram, percorrendo sua superfície e se acumulando. Em determinado ponto procuram "saltar" para as paredes do mesmo, danificando-as;
    5. Mufla especial: pelos motivos acima, as muflas têm que ser apropriadas para o uso no microondas. Embora utilizem parafusos metálicos de fechamento, eles são de tal maneira colocados que não provocam os inconvenientes mencionados;
    6. Programação: se você leu o manual do forno, sabe como programá-lo, o que vai ser necessário;
    7. Riscos: não há riscos na utilização do microondas, pois são tais os dispositivos que impedem um vazamento das ondas, que os tornam seguros.

    Preparando a(s) mufla(s) para a inclusão:

    NOTA: Se o microondas tem prato giratório, podem ser usadas duas muflas para totais (BMF1) ao mesmo tempo.

    1. Inicialmente deve isolar com vaselina em pasta toda a superfície interna da mufla e suas bordas, o que impedirá que o gesso grude;
    2. Coloca-se o gesso comum até a metade da base da mufla e ao se colocar o modelo em cera, o gesso subirá e preencherá até o nível normal. Impeça que o gesso ultrapasse os limites das bordas do modelo e da mufla e alise bem. Não deixe gesso penetrar nas cavidades dos parafusos;
    3. Isole o gesso com um bom isolante: nosso Isolak é ótimo;
    4. Faz-se o capeamento com uma muralha de proteção dos dentes;
    5. A muralha pode ser de gesso pedra ou de silicone especial;
    6. Coloque a contra mufla e acabe de preencher com gesso comum;
    7. Feche a mufla e dê uma média pressão com a prensa para que o excesso do gesso surja nos furos da mufla e aguarde assim até a sua presa final.

     Demuflagem da cera no micro ondas:

    1. Coloque no FMO de 1000 WTS a mufla, fechada e aparafusada, em cima de um prato com uma pequena camada de água e dê por 1’ e 30” minutos a potência de 100%. Essa água, se por alguma razão a cera escorrer, vai evitar que ela grude no fundo do prato giratório do micro-ondas;
    2. Retirado o prato e a mufla, abra-a e retire a cera amolecida;
    3. Com um algodão molhado em um removedor de uso caseiro, procure eliminar qualquer resíduo de cera;
    4. Coloque um rolete de algodão umedecido em água, feche a mufla sem trancar e volte a colocá-la no microondas por 1 minuto;
    5. Retire o algodão e verifique se o gesso está livre da cera.

    Isolando o gesso:

    1. Aberta a mufla, aproveite enquanto ainda está um pouco quente, para passar o isolante: o nosso Isolak, por exemplo;
    2. Passe-o com um pincel, distribuindo bem e não deixe excesso acumulado;
    3. Aguarde o resfriamento da mufla para passar à fase seguinte.

    Acrilização:

    No caso de próteses Totais com a Mufla BMF1

    Na vestibular faça a caracterização ou prense o rosa. Dosagem: Utilizando o polímero Onda-Cryl na proporção ideal em volume de 1 parte do líquido para 3 partes do pó (em geral 21cc do pó para 7 ml do líquido é suficiente para a maioria das próteses). Para o palato:

    1. Com o copo dosador que acompanha a embalagem, coloque uma porção de líquido no pote misturador e sobre ele despeje a porção do polímero;
    2. Espatule por alguns segundos e tape o pote;
    3. Aguarde a fase fibrosa e entulhe (note que é diferente do método convencional que indica a fase plástica para entulhar).

    Prensagem:

    1. Prense bem devagar com a massa recoberta por uma fina folhinha de plástico;
    2. Sua prensa precisa ser adaptada para que os parafusos da mufla se mantenham livres;
    3. Dê uma primeira prensada bem devagar, com uma força próxima de 500 quilos. Se não tiver prensa calibrada, vale a sua experiência;
    4. Abra a mufla e retire o excesso de rebarbas acrílicas;
    5. Torne a prensar com mais ou menos 1000 kg;
    6. Mantendo a pressão, tranque a mufla usando os parafusos;
    7. Aguarde 30 minutos antes de levar ao microondas. Se a prótese for mais espessa, aguarde 1 hora.


    Atenção: Os parafusos são para trancar e não para dar mais pressão, sendo assim uma vez encostados, com a chave apropriada, dê apenas 1/4 de volta a mais.

    Programando o FMO para usar a mufla BMF1:

    Vamos indicar uma programação em 3 etapas que servirá para a maioria das próteses. Se o seu forno tem uma potência de 800 watts, siga o exemplo:

    Por 3 minutos a uma potência de 40 % da capacidade;
    Por 4 minutos a uma potência de 0% da capacidade (ou mínima);
    Por 3 minutos a uma potência de 90 % da capacidade.

    Dica: Se seu FMO tem potência maior que 800 watts, diminua proporcionalmente as potências da indicação 1 e 3. Se for menor, aumente. Se colocar duas muflas, aumente em 1 minuto a 3ª etapa.

    Programação para outras potências de microondas:

     

    Potência máxima em Watts (W) 1ª fase (3 minutos) 2ª fase (4 minutos) 3ª fase (3 minutos)
    de 800 a 900 W 40% 0% (mínima) 90%
    de 1000 a 1100 W 40% 0% (mínima) 80%
    de 1200 a 1300 W 30% 0% (mínima) 60%

     

    Esfriando: Espere a mufla esfriar ao natural. Não colocar na água fria para a mufla não danificar e a prótese não ficar frágil. Em seguida, proceda com o acabamento, polimento etc.

     

    Acrilização:

    No caso de próteses Parciais com a Mufla BMF2

    Dosagem: Utilizando o polímero Onda-Cryl na proporção ideal de 3 partes do pó para 1 parte do líquido, no volume a ser calculado para cada caso.
    Para coroas ou facetas utilize o polímero Clássico para coroas e pontes de lenta polimerização ou da linha Dencôr com o líquido Onda-Cryl.

     

    Prensagem:

    Prense com uma força de mais ou menos 600 Kg.

    Programando o FMO para usar a mufla BMF2:

    A - Para demuflagem da cera utilize 40” à potência de 100%.

    B - Para polimerização faça a seguinte programação:

    1. Por 3 minutos a uma potência de 30% da capacidade máxima;
    2. Por 4 minutos a uma potência 0% (pausa);
    3. Por 3 minutos a uma potência de 60% da capacidade máxima.

    C - Seu microondas comporta polimerizar, ao mesmo tempo, diversas próteses nas muflas pequenas BMF2.

    1. Para 2 muflas mantenha a programação acima;
    2. Para 4 muflas aumente a primeira fase da polimerização para 40% da capacidade e a última fase para 90% da capacidade máxima do micro-ondas.


    NOTA: Os parâmetros indicados podem ter pequenas variações, dependendo do microondas usado e da temperatura ambiente.

  • Acrilização de aparelhos ortodônticos
    Descrição dos métodos de acrilização de aparelhos ortodônticos

    Preparo do modelo em gesso, uma vez que já tenha fixado seus componentes metálicos:

    1. Isolar com uma camada fina de isolante (Isolak).
    2. Coloque a base do modelo em um recipiente que tenha uma camada de água de 4 a 5 mm;
    3. Aguardar a hidratação, que se faz pela absorção da água pelo gesso do modelo;
    4. Quando observar a mudança de cor na superfície do modelo, considere-o suficientemente hidratado;

    Acrilização:

     

    A - Método da mistura antecipada do polímero monômero.

     

    (Nota: se tiver a intenção de fazer polimento químico, use o líquido Jet no lugar do líquido Orto Clas.)

    1. Em pote apropriado coloca-se na proporção de 2,5 partes do polímero para 1,0 parte do monômero. Exemplo: 10 ml do pó para 4 ml do liquido.
    2. Com uma espátula nº 7 distribua a mistura enquanto fluida, distribuindo primeiro abaixo dos grampos e peças metálicas.
    3. Complementada a distribuição da resina, com a espátula sempre umedecida no monômero, dê o pré-acabamento recortando os excessos.

    B - Método da distribuição por etapas polímero monômero.

    1. Com um conta gotas umedeça com monômero a superfície do modelo onde vai ser aplicado o polímero.
    2. Utilizando o pote dosador, ou garrafa com o bico dispersador, cuidadosamente distribua o polímero na área umedecida pelo monômero.
    3. Novamente sobre a resina coloque algumas gotas do monômero.
    4. Preencha toda área do modelo dessa maneira.
    5. Comece a repetir a operação com uma nova camada.
    6. Percebendo que o modelo esta suficientemente preenchido, alisa-se toda a superfície.

    Polimerização:

    1. Ao notar que a superficie da resina fica fosca, levar imediatamente para o aparelho Orto Clas, onde será dada a pressão hidráulica de 25 a 30 libras. Não deixar cair a pressão abaixo de 25 libras.
    2. Deixar sob pressão aproximadamente 20 minutos.
    3. Após a retirada da peça do aparelho Orto Clas, dar acabamento e polimento mecânico ou químico.

    Procedimentos que evitarão o aparecimento de bolhas:

    • Não coloque o modelo no aparelho Orto Clas com a resina muito dura, em fase de polimerização muito avançada, pois não haverá tempo da pressão reagir sobre a resina.
    • Não hidrate o modelo em excesso.
    • Se o modelo não estiver suficientemente hidratado quando colocado no aparelho Orto Clas com a pressão adequada (25 a 30 libras), o mesmo vai absorver mais água, fazendo com que a pressão caia e causando o aparecimento de bolhas.
    • Quando o método de acrilização é feito no sistema pó/líquido, o mesmo deve ser feito rapidamente, pois, se houver demora, ao terminar a última camada, a primeira já polimerizou e vai apresentar bolhas mesmo se colocada no aparelho Orto Clas.

     

  • Utilização da resina Clas-Mold
    Método de utilização da resina Clas-Mold

    A resina Clas-Mold foi desenvolvida para confecção de moldeira individual e placa base.

    Sua utilização é bem simples.

    Com o pote dosador que acompanha a embalagem, separe 24 cc do polímero (pote dosador cheio) e 6 ml do monômero para uma moldeira individual. Para uma placa base, separe 21 cc do polímero e 5 ml do monômero.

    1. Faça a dosagem e misture no pote misturador;
    2. Aguarde 1 minuto e retire a mistura;
    3. Faça a confecção da moldeira ou placa base da sua maneira ou utilize o gabarito que acompanha nosso Kit Peças.

    Método de utilização do gabarito

    1. Recorte duas folhas fina de plástico transparente no tamanho 15x15 cm e coloque uma folha sobre o gabarito.
    2. Retire a mistura do pote e coloque sobre a folha que está em cima do gabarito, em seguida cubra a mistura com a outra folha.
    3. Com uma placa de vidro, pressione por cima do plástico de modo a fazer que a mistura se distribua e preencha uniformemente o espaço do gabarito;
    4. Após deixar a mistura com o formato do gabarito, retire apenas uma folha de plástico.
    5. Sem o plástico, leve a massa sobre o modelo de gesso isolado e pressione primeiro a parte central sobre o palato;
    6. Mantendo a pressão vá dobrando a massa sobre as bordas do modelo até os limites dos contornos;
    7. Com um Le-Cron, recorte o excesso e, com essa sobra, modele um cabo para moldeira que será posicionado em seguida;
    8. Aguarde a polimerização antes de destacar do modelo para dar acabamento.

    (Nota: se usar a Clas Mold incolor, deixe-a polimerizar sob pressão no aparelho Orto Clas).


    Obs.: tempo aproximado de trabalho 15 minutos na temperatura de 23ºC.

  • Uma aula sobre ceras
    Uma aula sobre ceras odontológicas

    Tem como componentes: parafinas, ceresinas, cera de carnaúba, cera de abelha. E para dar cor entram as anilinas.

    A mais utilizada é a cera rosa, em que os componentes, previamente dosados, são derretidos, colocados em formas, cujos blocos obtidos são laminados.

    A cera rosa é numerada como 7 ou 9. A finalidade é para ter um tipo de cera mais apropriada para usar no calor (9) ou no frio (7). Em alguns países possuem o título INVERNO ou VERÃO. Aqui no Brasil, com este imenso território, é preciso designá-la como 7 e 9, pois no mesmo dia temos todas as estações climáticas.

    Trabalhamos com outras opções de Ceras: Utilidade, Articulação, Plano de Cera e Bloco Macro.

  • Uma aula sobre isolantes
    Uma aula sobre isolantes para gesso/resina

    Em geral tem como componente básico um alginato de sódio e um conservante para evitar a deterioração e, em alguns casos, uma anilina para dar um colorido.

    Em tanques inoxidáveis é feita a dissolução de todos os componentes e depois são embalados em frascos. Nosso Isolak é feito assim.

    Para utilizá-lo convém separar a quantia necessária em um pote e utilizar um pincel, que não deve ser molhado dentro da embalagem original.

    O Isolak é passado sobre o modelo de gesso e reage com o mesmo, formando uma fina película isolante.

  • Processo de Naturalização
    Métodos de naturalização com o Kit Policor-Natura

    Material a utilizar:

    1. O Kit Policor Natura que contém a coleção de resinas pigmentadas, veias, peças auxiliares e manual.
    2. Um frasco de Isolak, isolante para gesso.
    3. Um frasco de líquido termo polimerizante, o Onda Cryl, que contém cross-link. Com ele pode-se polimerizar tanto pelo processo tradicional quanto pelo microondas.
    4. Mantenha também uma coleção de cores para o palato de resinas de lenta Clássico ou Onda-Cryl: para os tipos 1 e 2, o normal veiado (NV); para o tipo 3, o médio veiado (MV) e para o tipo 4, o escuro veiado (EV). E, se desejar, no palato a resina incolor ou cristal.

    Descrição do método:

    Uma vez que tenha determinado o tipo físico do paciente ao qual se destina a prótese, e tendo como parâmetro a foto correspondente, inicia-se o processo depois da retirada da cera e da perfuração dos dentes para retenção.

    Em se tratando de muralha de gesso, use um isolante para gesso e resina (nosso Isolak é ótimo). Se for muralha de silicone, não deve ser isolada onde houver o silicone.

     

    Sequência (serve aos quatro tipos)

     

    1º passo - Papilas Interdentais

    Entre os dentes (ameias) despeja-se a resina de naturalização da cor indicada na foto. A resina será em seguida umedecida com o monômero, através de um conta-gotas, pingando sempre só na base da resina, tomando cuidado para não haver excesso de líquido.

    Na região do freio labial e na parte posterior à bossa do canino, esta resina deve ser "puxada" até a borda. Evidencia-se assim o freio labial e as bossas dos caninos.

    Observação: no tipo 4, para melhor imitação da pigmentação melanínica, deve-se fazer várias ilhotas com o pigmento preto, a partir do local da gengiva inserida por todo o corpo da prótese.

     

    2º passo - Gengiva inserida

    No local correspondente à mesma, coloca-se a resina da cor indicada, o suficiente para cobrir as "raízes" dos dentes por vestibular e lingual, que em seguida é umedecida com monômero.

    Se houver intenção de colocar as veias, faça-o em seguida, pulverizando antes uma tênue camada de resina de corpo, distribuindo sobre ela os filamentos, vermelho para tipo 1, 2 ou 3, roxo e vermelho para o tipo 4. Volte a umedecer com monômero.

    Na região das bossas dos caninos e no freio labial, a mesma resina deve ir até a borda.

    3º passo - Festão Gengival

    É o que separa a gengiva inserida do corpo. Usa-se a mesma coloração das papilas. Com a resina na cor indicada, faz-se uma linha divisória do segundo molar, em ambos os lados, até a bossa do canino e desta até o freio labial.

    4º passo - Corpo

    Despeja-se a resina do corpo em toda vestibular e, em seguida, se umedece com o monômero. Deve-se levar para prensar, com o modelo protegido com uma fina folha de plástico, dando pequena pressão, verificando-se assim se há excesso de resina. Se houver, com o auxílio de um instrumental umedecido na ponta com monômero, recorte o excesso.

    5º passo - Palato

    Coloque no copo dosador 21 cc de resina do palato, na cor indicada para o tipo físico, misturando a 7 ml do líquido acrílico. Na fase fibrosa prense bem devagar com o auxílio de uma fina folha de plástico.

    Abra, retire o excesso, e torne a prensar. Mantenha a mufla prensada (ou trancada) por uma hora antes de levar à polimerização pelo processo tradicional ou de microondas.

     

    Modelos de treinamento - Escala

     

    Anexo ao Kit, há um gabarito em borracha, com o qual pode-se reproduzir uma meia arcada.

    Faça a inclusão desta meia arcada de borracha, devidamente lubrificada com vaselina, em uma mufla parcial, utilizando gesso comum.

    Depois da presa, isole com Isolak e acabe de preencher a mufla com gesso comum.

    Aberta a mufla e separadas as partes, retire o modelo de borracha sem danifica-lo, para poder reutilizá-lo.

    No espaço deixado pela arcada, faça seu treinamento, acompanhando um dos tipos escolhidos.

    Dessa maneira, você conseguirá produzir algumas peças que servirão de escala.