Uma aula sobre
acrílicos
Nessa aula, usaremos uma linguagem comum à
classe protética.
Vamos falar sobre o "líquido" e
o "pó " acrílico, materiais
que vocês usam muito e que nem todos sabem sua
origem e nem como são feitos.
LÍQUIDO ACRÍLICO (Monômero
de metil metacrilato), é um produto composto
de acetona, ácido cianídrico e álcool
metílico. Parece simples, não?! Existe
desde antes da guerra de 39, mas sua produção
só se iniciou no Brasil após 1973, em
Aratú (Bahia), no complexo petroquímico
da Metacríl.
O líquido acrílico exposto ao calor
e à luz tende a endurecer (polimerizar). Para
evitar isto e poder estocá-lo, adiciona-se
um inibidor, que pode ser Hidroquinona, Metil Éter
de Hidroquinona ou Topanol. Para evitar o efeito da
luz e do calor eles devem ser embalados em frascos
âmbar e guardados em lugares frescos. Ele é
muito inflamável, portanto longe das chamas!
Se eliminarmos o inibidor, e adicionarmos um catalisador,
ele "endurece" mais depressa e assim obteremos
blocos ou placas com grande translucidez.
No ramo odontológico tem diversas aplicações
e para cada uma ele leva um "preparo" diferente.
Para usá-lo com uma resina de "lenta"
para uma prótese, ele contém uma porcentagem
de inibidor. Quando se quer mais resistência,
é colocado como "aditivo" um agente
"Cross- Linker" que melhora a resistência
aos solventes e alguma coisa ao desgastes (pena que
a gente mastiga mais do que bebe solventes, não?!)
Para usá-lo com uma resina de rápida
(auto-polimerizante), a ele é adicionado um
reagente.
PÓ ACRÍLICO (Polímero
de metil-metacrilato), ou resina acrílica,
é proveniente do "líquido acrílico"
que por um processo de polimerização
por suspensão se transforma em "pó".
Essa transformação se faz com auxílio
de reatores em que é colocado o "líquido
acrílico" previamente preparado, e por
meio de agitação e calor se polimeriza.
Separado por uma centrífuga do meio auxiliar,
o "pó" é secado em estufas
e peneirado em granulações apropriadas
para as diversas aplicações a que se
destina.
Há uma grande variedade de preparos do líquido
acrílico para se obter resinas acrílicas
com características diferentes:
Quando se faz polimerização de um só
tipo de monômero, se obtêm um homopolímero.
Quando se polimeriza 2 ou mais monômeros, obtêm-se
co-polímeros.
Faz-se tipos de resinas acrílicas de lenta,
nosso Clássico
(termo polimerizáveis) para próteses
totais ou parciais e coroas e pontes. Policor
para caracterizações de próteses.
Resinas de rápida (auto-polimerizantes): o
nosso Jet
para consertos ou reembasamento; Orto-Clas
para ortodontia; Clas-
Mold para moldeiras individuais e placa
base, Dencôr
para obturações, coroas e facetas, Cop-Clas,
para copings de fundições e a Onda-Cryl,
resina para polimerizar em forno microondas.
Cada fabricante faz "segredo" do que usa
e como produz as suas resinas, atribuindo a ela essa
ou aquela vantagem. A boa qualidade de uma resina
acrílica está sobretudo na qualidade
do monômero empregado, no controle da polimerização,
no uso de aditivos e pigmentos apropriados.
A coloração de uma resina pode-se fazer
"integrada" (na polimerização
dentro do reator) ou por adição posterior.
O emprego de um bom pigmento conserva a cor original
das peças.
PÓ e LÍQUIDO: Já
vimos que o pó provem do líquido. Agora
os 2 tem que trabalhar juntos, em dosagens apropriadas
para cada aplicação.
CUIDADOS: Utilize os copos dosadores,
misturadores e espátulas (encontrados em nosso
Kit-Peças)
sempre limpos, assim como suas mãos. As manchas
de nicotina dos seus dedos também mancham as
resinas; como vê, cigarro faz mal para tudo.
Os monômeros são de toxidade baixa,
mas devem ser trabalhados em locais ventilados e pouco
manipulados.
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